O caminho rumo ao título mudou de figura! Com uma vitória maiúscula por 4 a 1 em cima da Noruega nesta sexta-feira, a seleção francesa garantiu a liderança do seu grupo e carimbou o passaporte para as oitavas de final. Mas o grande impacto desse resultado vai muito além dos três pontos: ele mexe diretamente com o destino do Brasil e promete desenhar um clássico europeu antes da hora.
Para quem esperava um confronto entre Brasil e França nas fases iniciais do mata-mata, pode mudar os planos. Com a configuração atual do chaveamento, as duas potências só se cruzam se ambas chegarem à grande final da Copa do Mundo.
Logística de campeão: menos tempo voando, mais tempo treinando
A busca pela vitória contra a Noruega não foi apenas por orgulho ou liderança isolada. A comissão técnica francesa entrou em campo com força máxima de olho em um adversário invisível: o cansaço das viagens longas.
Como o quartel-general da França está sediado em Boston, o primeiro lugar do grupo garantiu que o próximo jogo seja em Nova Jersey — um voo rápido de apenas uma hora. Se tivessem avançado em segundo lugar, os franceses teriam que encarar um desgaste enorme de mais de 4 horas de viagem até Dallas. No futebol de alto nível, esse descanso extra vale ouro.
O preço do topo: a sombra da Alemanha nas oitavas
Apesar de ter fugido do lado da chave do Brasil, a vida da França não será um mar de rosas. Por ter se classificado em primeiro, a seleção agora aguarda a definição da rodada para saber qual terceiro colocado (dos grupos C, D, F, G ou H) vai cruzar o seu caminho. Se a primeira fase terminasse hoje, o adversário seria a Suécia.
O verdadeiro teste de fogo, no entanto, pode vir logo na sequência. A poderosa Alemanha caiu exatamente no mesmo lado do chaveamento. Isso significa que, se franceses e alemães confirmarem o favoritismo e passarem de fase, teremos um choque de titãs europeus logo nas oitavas de final.
Quem ganha com isso é o torcedor, que já pode preparar a pipoca para um mata-mata que promete ser eletrizante!
